Mãe e namorado massacram e tiram a vida do filho de 8 anos por acharem que ele era gay.

- junho 28, 2018



Apesar de existirem leis contra a discriminação, a verdade é que ainda temos um longo caminho a percorrer. Adultos, jovens e crianças continuam a sofrer devido às suas crenças, opiniões, entre outras coisas. A trágica e triste história de Gabriel Fernandez, um menino de 8 anos, mostra-nos como precisamos eliminar o preconceito de uma vez por todas. Ele recebeu ódio por parte de quem mais devia lhe amar, a mãe e o companheiro, tudo porque eles achavam que ele era gay.


 

Facebook – Gabriel’s Justice

Menino encontrado num estado desumano
No dia 22 de maio de 2013, um centro de emergência recebeu uma ligação urgente. Uma mãe ligou dizendo que o seu filho de 8 anos havia parado de respirar. Quando os paramédicos chegaram ao local, eles descobriram Gabriel inanimado no chão. O mais chocante de tudo? O garoto de olhos azuis estava nu, tinha fraturas na cabeça e três costelas quebradas. Para além disso, ele havia sido baleado e tinha vários dentes em falta. A criança foi levada para a hospital, mas perdeu a vida dois dias depois.


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“Haviam abrasões. Haviam feridas abertas. Haviam contusões. Havia inchaço. Haviam marcas nas pernas. Havia falta de pele na parte de cima do pescoço. Haviam vários ferimentos em Gabriel… da cabeça aos pés,” disse a enfermeira Alison Segal, da equipe que tratou o pobre menino.

No início, ninguém entendeu o que havia acontecido com o garoto. Mas, quando descobriram o que tinha acontecido, os médicos e enfermeiras gelaram. O pior é que tudo poderia ter sido evitado. Entre 2003 e 2012, 60 denúncias foram feitas contra a mãe de Gabriel e seu namorado, Isauro Aguirre.


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Autoridades tinham conhecido dos maus-tratos
Muitas pessoas testemunharam como o casal maltratava e torturava o pequeno Gabriel. Professores, vizinhos, conhecidos, todos fizeram queixa daquela situação horrenda. Para além disso, a direção da escola de Gabriel já havia denunciado os maus-tratos às autoridades anteriormente. O menino chegava muitas vezes às aulas com olhos negros, mãos feridas, cicatrizes no corpo e lábios rachados.

Mas as autoridades e a polícia nunca investigaram a fundo o que aconteceu. Depois de repetidos relatos, a polícia finalmente visitou a família. No entanto, quando um oficial falou com a mãe de Gabriel, ela alegou que seu filho havia se mudado para o Texas para morar com a avó.

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Apesar das provas esmagadoras e dos relatos de que Gabriel estava sendo abusado, nem a mãe nem o companheiro foram presos. Após a morte de Gabriel, quatro assistentes sociais foram demitidos por não executarem corretamente seu trabalho. A polícia também recebeu duras e merecidas críticas por não terem dado atenção ao caso. “Os sinais estavam em toda a parte. Eles foram ignorados. É simplesmente inexplicável para mim”, disse o supervisor do condado de Los Angeles, Zev Yaroslavsky.


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Punido porque era gay
Logo após a morte de Gabriel, a mãe, Pearl Fernandez, de 34 anos, e o namorado, Isauro Aguirre, de 37, foram presos. Muitas testemunhas foram ao julgamento para falar sobre abusos que a criança sofria. Os membros do júri ficaram tão chocados que começaram a chorar. A tortura à qual Gabriel foi submetido era inimaginável. Mais chocante do que isso só mesmo o motivo de todo esse ódio! A irmã mais velha de Gabriel explicou que a mãe, e sobretudo o seu namorado, estavam constantemente punindo Gabriel porque eles achavam que ele era gay.

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O facto de Gabriel poder ser gay foi a desculpa para que o namorado e a mãe ridicularizassem e torturassem o menino. Juntos, eles forçaram Gabriel a brincar com bonecas e obrigaram-no a vestir roupas de menina na escola. “Isso não era sobre drogas. Isso não era sobre problemas de saúde mental”, disse o vice-promotor distrital do Condado de Los Angeles, Jonathan Hatami. Gabriel foi abusado “porque [Aguirre] não gostava dele… ele acreditava que Gabriel era gay e, para ele, essa era uma coisa ruim… ele fez isso por ódio ao menino”.

O irmão de 16 anos de Gabriel, Ezequiel, descreveu o abuso em detalhes assustadores, que pareciam vir principalmente de Aguirre.


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Abusos revelados pelos irmãos
De acordo com o testemunho de Ezequiel, Gabriel era espancado diariamente e forçado a comer comida de gato fora de prazo. Ezequiel também disse ao júri que seu irmão era frequentemente preso e trancado em um armário sem comida ou água por horas. O casal ria enquanto a tortura estava acontecendo, disse o irmão. A professora de primeiro ano de Gabriel, Jennifer Garcia, chorou no tribunal. Ela diz que pensa na criança todos os dias, e em como ela só queria ser amada.


 

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“Eu acho consolo em acreditar que ele está agora em paz”, disse ela. “Sei que, ao contrário dele, seus agressores nunca terão paz. Eles terão uma vida inteira de sofrimento para suportar, e sei que não estou sozinha na esperança de que eles experimentem o mesmo abuso em sua vida e pior.” A mãe do menino, Pearl Fernandez, falou brevemente, dizendo apenas que estava arrependida e desejava que Gabriel estivesse vivo. Ela também criticou os membros da família, os que denunciaram os abusos de Gabriel, acusando-os de só quererem fama.



Justiça tardou, mas chegou
Depois de um longo e tedioso julgamento, o veredicto finalmente chegou nesta semana. O juiz sentenciou a mãe a prisão perpétua, e o namorado Isauro Aguirre teve pena de morte pelo assassinato horrendo de Gabriel. O resto da família de Gabriel ficou aliviado por ter sido feita justiça, embora isso não traga o menino de volta.

Os parentes de Gabriel criaram uma página no Facebook, onde falam abertamente sobre o terrível destino do menino. O objetivo deles é fazer com que os assistentes sociais e a polícia pelo mundo vejam os perigos de não levarem uma denuncia de abuso infantil a sério. Eles também querem ser uma voz para Gabriel, e mostrar quem ele era, antes da miséria e da tortura dominarem a sua vida.


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De acordo com os conhecidos e familiares, Gabriel era um garoto feliz, alegre e incrivelmente amoroso! Mesmo que nada traga Gabriel de volta, a história do garoto teve um enorme impacto sobre as pessoas. O caso levou muitos a refletir sobre maneiras de melhorar a prevenção contra o abuso infantil e o preconceito. Apesar de já ter falecido, ele foi um grande herói, por suportar os maus-tratos e por estar sendo uma voz contra a discriminação e a violência! Descanse em paz Gabriel…

Compartilhe a mensagem contra os abusos infantis com seus amigos e familiares!

Fonte: Newsner

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