Cientista estudou o cérebro de cães afirma: “Cachorros também são pessoas”.

- setembro 19, 2018


Pesquisadores obtiveram imagens de atividade de parte cerebral de animais acordados que mostram similaridades entre os caninos e seres humanos.

Por dois anos, o neurocientista Gregory Berns da Universidade Emory de Atlanta defende: os cachorros são ‘gente’, como nós.

O grupo de cientistas treinou cães para serem submetidos ao exame de ressonância magnética com a intenção de gerar material científico sobre como o cérebro desses animais funciona.

O projeto teve início em 2012, Berns fez o primeiro teste com a própria cachorrinha de estimação, chamada Callie. Ela foi treinada durante meses para ser submetida à ressonância. Isso possibilitou aos cientistas ter em mãos um dos primeiros mapas de atividade cerebral canina.

“Em experimentos posteriores, nós conseguimos determinar em quais partes do cérebro eles distinguem o cheiro de outros cães e humanos, familiares ou não”, explica Berns.

Foi detectado pelos cientistas que a parte do cérebro que processa o sistema de recompensas dos cães sabe diferenciar quando o seu dono tem ou não um biscoito para dar em troca da patinha.

Os cães quando veem os donos e recebem sinais de comida, o núcleo caudado que é uma parte do cérebro deles trabalha mais. Essa região é repleta de um neurotransmissor comum nos seres humanos: a dopamina que forma o sistema de recompensas que gostamos: comida, música e até mesmo beleza.

Com os cães, os cientistas concluíram que essa área do cérebro apresenta atividade parecida: ela reagia a sinais que indicavam comida, ao cheiro de pessoas conhecidas e até mesmo ao retorno do dono após um período ausente.

“A habilidade para sentir emoções positivas como, por exemplo, amor e apego afetivo, colocaria os cães no mesmo nível de sentimentos comparado ao de uma criança”, escreveu Gregory ao jornal The New York Times. Ele acredita que os estudos servirão para mudar o modo como a sociedade trata os cães.

“Cachorros e, provavelmente, muitos outros animais parecem ter emoções assim como nós. Isso significa que devemos rever o tratamento de animais de estimação enquanto propriedade”, defende.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Informações:  sabervivermais
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