Moradores no Paraná suspeitam que quadrilha internacional esteja sequestrando crianças no Brasil Brasil.

- setembro 11, 2018



O recente desaparecimento de Brayan Raap Fonseca, em Cerro Azul, e de Luís Felipe dos Santos, em Telemaco Borba, ambos de dois anos, tem assustado famílias no Paraná. Estas consideram que uma quadrilha internacional de raptores, especializados no sequestro de crianças, tem agido na região.

Brayan, que desapareceu no dia 19 de junho, foi visto pela última vez na chácara de sua família, no município de Cerro Azul, Região Metropolitana de Curitiba, de acordo com o jornal A Tribuna. O Serviço de Investigação de Criança Desaparecida (Sicride) chegou a comandar uma investigação sobre o caso, mas sem resultados.

De acordo com o tio da criança, Jorge João Rocha Júnior, 29, Brayan brincava no quintal com o cachorro, até que ficou em silêncio. “Minha irmã o chamou e ele não atendeu”, disse ele ao Tribuna. “Então, saiu para olhar na parte de trás da casa e também não o encontrou”.

Os pais até tentaram procurar pela criança em um rio próximo localizado nos fundos da casa. No entanto, Jorge disse não acreditar que o menino tenha conseguido chegado ali. “É um local de difícil acesso”, disse. “Se para a gente que é adulto já é difícil, imagina pra ele. Não daria tempo”.

Já Luíz Felipe Machado desapareceu no dia 27, em Telemaco Borba, na região de Campos Gerais, no Paraná, quando brincava em frente de casa, de acordo com informações da RICMais. A Polícia Civil e corpo de bombeiros foram acionados para busca, mas até o momento nada foi encontrado.


Coincidentemente, as crianças possuem biotipos (brancas e loiras) e idade semelhantes. Além disso, ambas desapareceram em regiões próximas de rios. O caso também é semelhante ao de João Rafael, que também tinha dois anos quando desapareceu em Adrianópolis em 2013, e Yasmim Mangger Souza, de um ano meio, que desapareceu em 2016 enquanto brincava no quintal de sua casa às margens do Rio Ponta Grossa.

Contudo, por meio de assessoria de imprensa, a Polícia Civil garantiu que não existem quadrilhas roubando crianças no Estado. “São apenas boatos. A Polícia pede que a população fique tranquila”, escreveu a corporação por e-mail ao RICMais.

Segundo dados do Sicride, atualmente, o Paraná conta com 28 casos de desaparecimento em de crianças em aberto. Em 2017 foram registradas 109 denúncias de desaparecimento. Destas, apenas os casos de Brayan e Luis permanecem em aberto.

Embora a polícia tenha refutado a hipótese da existência de uma quadrilha internacional de sequestradores, ela ainda recomenda que os pais e responsáveis tenham cuidado com as crianças. O ideal é que elas não sejam deixadas sozinhas, sejam ensinadas a não conversar com estranhos, aceitar presentes deles ou deixá-los entrarem em casa. Ainda, aconselha-se que as crianças não brinquem sozinhas na rua sem supervisão de um adulto e em locais com rios, piscinas, açudes e ribeirinhas o cuidado deve ser redobrado.

Fonte: https://www.gooru.com.br/moradores-no-parana-suspeitam-que-quadrilha-internacional-esteja-sequestrando-criancas-no-brasil/

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