Professores da Unicamp criam vila para envelhecerem juntos.

- setembro 12, 2018

Todos já pensamos, pelo menos uma vez, em morar com nossos amigos e ficar perto deles até a velhice, compartilhando momentos especiais, sempre prontos para ajudar uns aos outros.

Para muitos, isso permanece apenas um desejo, mas professores da Unicamp tiraram o sonho do papel, criando uma vila para morarem juntos durante a velhice.

O projeto, chamado Vila ConViver, teve início em 2014, durante um trabalho de grupo sobre cohousings – moradias criadas e administradas por amigos idosos que decidem, juntos, onde e como querem viver sua aposentadoria. A ideia encantou os professores e, atualmente, a associação formada por professores sindicalizados aposentados já conta com quase 200 membros.

A Vila ConViver, situada em Campinas, no estado de São Paulo, planeja implementar um projeto de cohousing em área de ao menos 20 mil m².

O foco do projeto é abrigar, em sua maioria, professores aposentados da Unicamp.
Por enquanto, já são 70 pessoas participando do projeto e o custo estimado é de R$ 400 mil por unidade, com pagamento mensal de R$ 3,5 mil. Todas as decisões serão tomadas em conjunto.
“Será uma comunidade sênior solidária, de apoio mútuo”, disse Sérgio Mühlen, profissional que se juntou ao grupo de trabalho do Vila ConViver, e continuou… “Diferentemente de um condomínio, onde se escolhe a casa, o preço e as facilidades, e depois se conhece o vizinho, é o oposto. Escolhemos os vizinhos, alinhados com nossos valores”.

“Os modelos de condomínios podem atingir uma parcela maior dessa população (mais velha), pois é mais tradicional, em que a administração está sob responsabilidade de empresas”, disse Edgar Werblowsky, criador da Aging Free Fair, referência no debate sobre o tema.

A estrutura da Vila ConViver

A previsão é que a vila seja inaugurada em 2020 e, seguindo o modelo cohousing, as casas serão dispostas de uma maneira que incentive a proximidade dos moradores, além de contar com áreas de lazer comunitárias, sempre preservando a privacidade.

Dessa maneira, os moradores terão a liberdade de socializarem quando quiserem, e ainda existirá há um sentimento de afeição e coletividade entre eles, incentivada pelo grande tempo na mesma ocupação profissional, o que pode ser o princípio da criação de relacionamentos saudáveis e uma oportunidade de reforçar as amizades antigas.

O professor Bento da Costa Carvalho Júnior (FEA), da diretoria da ADunicamp, associação dos docentes da Unicamp, explica que a ideia pode ser muito benéfica para a qualidade de vida desses professores da terceira idade:

“Muitas destas comunidades são acompanhadas e estudadas por especialistas em gerontologia, antropologia, sociologia, psicologia e arquitetura. Vários estudos mostram que esse modelo de moradia contribui, de forma decisiva, para uma vida mais longeva, com uma melhor saúde física e mental e, portanto, uma melhor qualidade de vida dos idosos, reduzindo ou eliminando doenças comuns na velhice, como a depressão, a demência senil e o Alzheimer”.
Uma iniciativa muito legal, além de incentivar companhia e amizade, faz bem para a saúde dos idosos!

O que você achou da ideia? Faria isso com seus amigos? Deixe um comentário abaixo e compartilhe a ideia com aqueles que você compartilharia um lar comunitário!

Fonte: O Segredo.
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