Ministério da Saúde confirma mais de 2 mil casos de sarampo no Brasil.

- outubro 25, 2018


Segundo um último boletim epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde, um total de 2.044 casos de sarampo foram confirmados no Brasil desde janeiro deste ano, enquanto quase 8.000 ainda estão em investigação.

O boletim mostrou que 109 novos casos foram confirmados desde o início do mês, a maior parte deles em regiões dos estados do Amazonas (1.629), Roraima (330), Rio Grande do Sul (36), Rio de Janeiro (18), Pará (17), Sergipe (4), Pernambuco (4), São Paulo (3) e Distrito Federal (1).

De acordo com o levantamento, os surtos possivelmente estão relacionados à importação da doença, uma vez que o genótipo do vírus, identificado como D8, é o mesmo que atualmente circula na Venezuela, que desde 2017 vem sofrendo com a presença da doença.

Até o momento foram confirmadas dez mortes por sarampo, sendo que quatro em Roraima, quatro no Amazonas e dois no Pará.

Segundo o Ministério da Saúde, que afirmou estar acompanhando a situação e prestando o apoio necessário, “cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”.

Em suma, a vacina continua sendo o meio mais eficiente contra a infeção, embora dez estados e 1.180 municípios não tenham atingido o índice de cobertura vacinal no prazo estipulado pelo Ministério da Saúde.

Estima-se que cerca de 516 mil crianças não tenham sido devidamente vacinadas, uma vez que, na faixa etária de 1 ano, a cobertura registrada até o momento é de 88%.

As baixas coberturas vacinais verificadas nos últimos anos indicam que há pessoas não vacinadas e em risco de contrair doenças imunopreveníveis. Ainda, dados do Ministério da Saúde apontam uma queda nos índices de cobertura vacinal nos últimos sete anos, o que pode representar um retrocesso significativo na área da saúde.

Esse cenário de baixa cobertura vacinal preocupa pelo risco do retorno de doenças que já haviam sido eliminadas, como poliomielite, sarampo, rubéola, bem como o aumento de casos de doenças como difteria, coqueluche e varicela.

Fonte:  ornalciencia
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