O segredo do amor é o segredo!

- outubro 15, 2018



Eles se encontraram na vida. Inesperadamente. Custaram a acreditar que o que estava acontecendo era uma coisa tão linda e encantadora DE VERDADE.
Passaram umas semanas perturbados por um estado de confusão muito louco tipo: “Peraí, isso existe ou estamos inventando coisa que não existe?”. Em seguida passaram uns dias entre negação e êxtase: “Não, isso não pode estar acontecendo! É um delírio de carência”.
Já não esperavam mais nada de amor em suas vidas.

Chegou uma hora em que, de tão encantador o que estavam vivendo, se entregaram ao que estavam sentindo. Sem freios, sem racionalizações, sem censuras e sem julgamentos.
Estavam vivendo um amor infinito, mágico, perfeito. Depois dessa decisiva entrega viveram as primeiras semanas de puro encantamento.

Tudo aquilo que sempre tinham escutado sobre amor durante a vida toda se esvaziou de significado ou ficou ridiculamente pobre perto do que estavam experimentando. Notaram que o mundo falava apenas das migalhas e dos restos daquele banquete que estavam vivendo com plenitude.
Quando olhavam para os demais “amores” dos seres que não estavam vivenciando aquilo oscilavam entre o dó e a compaixão, tamanha a pobreza que assistiam comparada com o que viviam. Era como se estivessem vivendo numa outra dimensão
.
Bem aos poucos, imperceptivelmente, a ingênua necessidade de inserção desse encanto em contextos externos aos dois, contextos sociais, necessidade essa somada a certa culpa de estarem tão, mas tão felizes em comparação com os outros, foi dando lugar a outra necessidade: a de divulgação do que estavam vivendo, na ingênua esperança de que assim as demais pessoas alimentassem a esperança de que um dia um amor semelhantemente extático bateria às suas portas, tornando-as as pessoas mais felizes desse mundo.

Neste ato depararam-se com o gradativo esvaziamento da magia que os envolvia até então. Não perceberam isso logo de cara, demorou o suficiente para secar o encanto.
Até que um dia acordaram do que passaram a chamar de sonho. E tudo virou lembrança, virou música, pintura, filme, dança, virou passado.
Fonte: O Segredo
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