Ao invés de demitir funcionários que não sabiam ler, empresa investiu em sua alfabetização.

- janeiro 14, 2019


Estamos tão acostumados a ler notícias ruins, de tragédias e atos de egoísmo que muitas vezes até podemos acreditar que é só isso que existe no mundo. No entanto, vez por outra nos deparamos com histórias incríveis, de pessoas que vão na contramão da realidade negativa do mundo e se esforçam para promover o bem para o outro.

Essas notícias nos inspiram e nos ajudam a acreditar que é possível construir um mundo melhor, mais amoroso e altruísta. Hoje, compartilhamos uma dessas histórias especiais com vocês e esperamos que os inspire a fazer o seu melhor, por menor que seja, para as pessoas em suas vidas.

Tudo aconteceu através de Nátaly Bonato, que é community manager de um espaço de trabalho compartilhado na Avenida Paulista, em São Paulo, chamada WeWork Paulista.

Nataly percebeu que estavam acontecendo alguns problemas relacionados à limpeza na unidade, e então organizou um relatório para resolver a situação. Esse relatório deveria ser preenchido todos os dias pelos funcionários terceirizados da empresa que cuidavam da limpeza, dizendo se a sala do cronograma tinha sido limpa e, caso não tivesse, deveria ser adicionada uma explicação do porquê.
Foi então, que após 1 semana, Nataly fez uma importante descoberta sobre os funcionários da limpeza, conforme relata em seu Facebook:

“O relatório demorou 1 semana para chegar e quando veio, o banheiro virou um caos. Não entendi nada e aí nos reunimos e a descoberta foi que 50% do time (terceirizado) era iletrado”

Após se deparar com esse fato, Nataly tinha duas escolhas a fazer, e optou pela mais altruísta e consciente. Ao invés de substituir a equipe de limpeza, ela buscou dentro das escolas que fazem parte da WeWork alguém que pudesse alfabetizar os auxiliares de limpeza. Felizmente, ela encontrou pedagoga Dani Araujo, da MasterTech, que aceitou essa missão.

Então, o projeto com os funcionários da limpeza foi estruturado. As aulas aconteciam às terças e quintas-feiras, no horário de almoço, e duravam 1 hora e meia.

“Foi ousado participar desse projeto. Não tinha experiência com letramento para adultos. Vibrei e chorei com cada conquista que fazíamos juntos. Sinto-me privilegiada pelo aprendizado que eles me proporcionaram”, disse Dani Araujo.

Depois de cinco meses de aula, os três funcionários da limpeza, Irene, Neuraci e ‘Madruga’ já conseguiam escrever uma carta. Os funcionários da WeWork ficaram muito felizes com a conquista de seus companheiros e resolveram celebrar esse momento organizando uma formatura surpresa para eles.

“Na hora que eu os vi, vindo de beca, eu comecei a desfalecer de chorar e não só eu! Todo mundo. A gente fez na área comum da WeWork”, lembra Nátaly. “Foi muito incrível mesmo. Acho que é a melhor experiência da minha vida”.

Nátaly deu uma entrevista ao Razões para Acreditar e disse algo inspirador, e provou ser uma pessoa comprometida com o bem do próximo:

“As pessoas não são descartáveis. Eu não queria que alguém passasse pela minha vida sem ter o meu melhor, sem que eu pudesse tentar. Então, eu não queria que eles saíssem daqui um dia e continuassem com aquelas profissões por que eles não tinham escolha”.

Fonte:  osegredo / Luiza Fletcher

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