Homem descobre no crochê uma forma de manter a mente saudável e faz boneca com vitiligo

- fevereiro 10, 2019


O João Stanganelli, de Bragança, São Paulo, está fazendo sucesso na internet com a Vitilinda.  Assim como a bonequinha, João tem vitiligo, doença que provoca a despigmentação da pele, com o aparecimento de manchas brancas.

João, 63 anos, trabalhou durante muitos anos vendendo doces e salgados para festas e buffets. Depois de sofrer um infarto, as encomendas foram diminuindo, pois precisava ficar muito de repouso. Também porque foi recomendado pelos médicos a não mexer mais com farinha.





Ele encontrou no crochê uma forma de manter a mente ocupada. Seu primeiro contato com o crochê foi através da sua namorada, que já trabalhava com o artesanato. Foi então que o casal conheceu os amigurumis, bonequinhos feitos a partir de crochê bastante populares na cultura japonesa.

“As pessoas começaram a perguntar se ela não fazia aqueles polvinhos para bebês prematuros. Aí a gente caiu no YouTube, e a partir disso começou a história do amigurumi”, disse João ao Razões para Acreditar.

João começou a fazer a Vitilinda por diversão, mas logo percebeu que a boneca poderia ajudar no processo de autoaceitação de pessoas com vitiligo. “Eu sou bem resolvido com isso, mas algumas pessoas precisam desse apoio psicológico, principalmente criança e mulher. A criança é a que mais sofre com o bullying.”

Leia também: Menina surda se emociona após ser atendida em língua de sinais

Seu plano agora é fazer novos amigurumis com vitiligo e outros tipos de doença ou deficiência, promovendo a representatividade de pessoas com as mesmas condições. “Quero continuar com a essa parte da inclusão. Talvez, a gente monte uma historinha para acompanhar a boneca ou o boneco. Inclusive, quero trabalhar com crianças carentes, que são as que mais sofrem”, finaliza.

Representatividade importa!

modelo akin cavalcante vitiligo

Recentemente, no Salão do Automóvel de 2018, a Fiat convidou para serem os modelos que apresentam os carros, não apenas mulheres dentro do “padrão”, eles abriram a porta de diversidade e contrataram modelos negras, uma modelo com Síndrome de Down, uma com prótese em um dos pés e um modelo com vitiligo, o Akin Cavalcante, que nos disse “em outros tempos nunca teria oportunidade de estar num evento com esse, por estarem fora do “padrão” exigido para esse tipo de evento”. E me disse ainda que cada vez mais a sociedade está ficando mais acostumada a lidar com o diferente. Nada mais justo então as bonecas do Seu João, né? 😉



O projeto ter.a.pia, que já falamos aqui e aqui, fez um vídeo lindo com o João, contando sua história, vejam:



Compartilhe o post com seus amigos!
Por:  Vicente Carvalho
Fonte:Razões para Acreditar
Advertisement