A grande muralha verde: 8 mil km de árvores salvara a áfrica.

- abril 09, 2019


Um projeto inteligente e sustentável conhecido como a Grande Muralha Verde (Great Green Wall) foi iniciado na África em 2007.

Esse maravilhoso projeto consiste no cultivo de uma extensa área verde na África. E uma vez concluído, a vegetação se estenderá por 8.000 km com a finalidade vital de ser fonte de alimentação e proporcionar um futuro melhor para os milhões de africanos que sofrem as consequências das alterações climáticas, devido ao aquecimento global


Grande Muralha Verde: um projeto humanitário, ecológico, pioneiro e épico!
A Grande Muralha Verde ao ser concluída, será a maior estrutura viva da Terra e uma nova Maravilha do Mundo.

Essa muralha verde se inicia na região do Sahel (Tunísia), na fronteira sul do deserto do Saara, um dos lugares mais pobres e áridos do planeta.

muralha verde mapa

O Sahel está entre as áreas que mais sofrem com o impacto devastador dos efeitos do aquecimento global afetando milhões de habitantes com a fome, a seca, disputa por recursos naturais e migração em massa para a Europa para fugir da miséria.

Outros países africanos como Senegal, no Ocidente africano e o Djibuti, no Oriente, também enfrentam essas dificuldades e estão se empenhando em reverter essa situação.

Veja neste vídeo da Globo Play News com os repórteres do Que mundo é esse? mostrando o Senegal e seguindo em uma longa viagem até os limites do deserto do Saara para conhecer a Grande Muralha Verde, uma ação de 11 países africanos para conter o avanço do deserto e resolver o problema da seca e fome nestes territórios.

Essa iniciativa africana tem apresentado progressos e mudanças significativas nessas regiões, aumentando as possibilidades para uma vida melhor com mais alimentos, empregos, saúde, natureza, estabilidade material e preservação ambiental.

A Muralha Verde se iniciou como uma ação pioneira da União Africana de criar paisagens verdes e tornar produtivo o solo africano, abrangendo territórios como o Norte da África, o Sahel e o Chifre.

Áreas abrangidas pela Grande Muralha Verde

Atualmente, a Grande Muralha Verde se expandiu e envolve mais de 20 países da região Sahelo-Saariana, que são: Argélia, Burkina Faso, Benin, Chade, Cabo Verde, Djibuti, Egito, Etiópia, Líbia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Somália, Sudão, Gâmbia, Tunísia.

Como nasceu essa ideia?

A semente dessa ideia surgiu em 1952, durante uma expedição nessa área, na qual Richard St.Barbe Baker, propôs criar uma "barreira verde" para impedir o avanço do deserto.

A ideia dele foi relembrada em 2002 na cúpula de N'Djamena (Chade), por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca e em 2005 foi apresentada e aprovada pela Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados do Sahel e do Sahara, durante o Sétimo Período Ordinário de Sessões, realizado em Ouagadougou (Burkina Faso).

Muralha Verde, um empreendimento Green Economy
Esse empreendimento de economia verde, Green Economy, tem o objetivo de promover o desenvolvimento de comunidades autossustentáveis com atividades agrícolas, econômicas, com base no desenvolvimento ambiental.

O objetivo desse empreendimento é restaurar a produtividade das florestas e dar condições para os habitantes dessa região de enfrentarem os desafios das mudanças climáticas.

A Grande Muralha Verde está sendo formada pelo plantio de acácias, árvores que suportam regiões áridas, sendo resistentes à seca, pois, suas raízes acumulam água.

Essa grande ala verde se estenderá a 8.000 km de comprimento, 15 km de largura,  a princípio visando arborizar 11 países africanos.

Atualmente, esse projeto concretizou 15% de sua meta, mas já está apresentando muitos benefícios nos países envolvidos.

Confira neste vídeo, da BBC News Brasil, a transformação positiva que está ocorrendo em um deses países: o Senegal.

No Senegal, foram plantadas árvores em cerca de 12 milhões de hectares de terra e em outros países africanos como Etiópia, 37 milhões de hectares de terra foram restauradas e na Nigéria, 5 milhões de hectares de áreas degradadas foram vitalizadas.

Fonte: greenme / Deise Aur
Advertisement