Adeus ao pediatra conhecido como “Capitão Otimista”, ele prescrevia sorrisos aos seus pequenos pacientes.

- abril 20, 2019


Em um hospital, onde há muitos momentos de alegria, mas também de grande dificuldade, muitas vezes é dado um grande valor ao tratamento e às drogas. E no entanto pouco ao humor do paciente, o que pode ter um grande impacto no progresso de uma doença.

Isso é particularmente importante nos departamentos dedicados às crianças. Elas que são mais afetadas pela atmosfera rígida e triste que normalmente é criada.

É por isso que muitas associações e médicos trabalham, cada um com seus próprios recursos, para tornar a permanência das crianças dentro dos hospitais o mais alegre possível. Preenchendo seus dias com atividades e shows que distraem crianças e pais da difícil realidade. Uma dessas pessoas era o Dr. Antonio Javier Cepillo, conhecido por todos como “Capitão Otimista”.

De médico a paciente

O jovem pediatra trabalhava no hospital de Albacete, uma cidade do interior da Espanha. Após três anos de serviço, em 2016 ele foi diagnosticado com um nódulo, que o transformou de repente de médico em paciente.

Foi precisamente essa experiência, como ele dirá abaixo, que o fez abrir os olhos: nos dias que se seguiram ao diagnóstico, ele entendeu exatamente como um paciente NÃO deveria ser tratado pelos médicos.

Assim começou uma mudança de curso que reverteu muitas das dinâmicas da ala pediátrica oncológica. O homem começou a prescrever atividades divertidas, risadas e momentos de diversão para seus pequenos pacientes; nos quartos começaram a surgir murais cintilantes que mostravam os heróis das crianças.

Não raramente ele aparecia na enfermaria com um nariz de palhaço para divertir os pacientes e, de vez em quando, tocava como flautista numa pequena banda musical que ia animar as alas do departamento.

Logo, o “Capitão Otimista” tornou-se famoso, e sua abordagem não convencional deu-lhe vários prêmios, inclusive em nível nacional, por responsabilidade social em relação aos mais vulneráveis.

Infelizmente, o jovem médico não pode fazer nada para escapar de seu destino, e a doença o levou embora. Seu legado, no pequeno município de Albacete, permanece muito forte, e muitos são os médicos e enfermeiros que querem transformar seu “método” em uma regra.

Além disso, os cidadãos se moveram para lhe dar um último presente. Mudar o nome “Hospital de Albacete” para “Hospital Universitário Antonio Cepillo”. Um abaixo assinado foi feito e conta com milhares de adesões para esse fim. Como os amigos de Antonio dizem, não há melhor maneira de devolver-lhe todo o amor que ele deu ao seu  trabalho e aos seus pacientes. Tenha uma boa viagem, capitão otimista.

Fonte: historiascomvalor  Redação
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