Saiba tudo sobre o Mutismo seletivo

- julho 13, 2019



O mutismo seletivo é uma desordem pouco conhecida mas que pode trazer grande prejuízo na infância. Ele é caracterizado por uma incapacidade da criança falar em ambientes específicos, como a escola, por exemplo. Em outros ambientes em que a criança se sente confortável, como em casa com os pais, a sua fala é normal.

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É comum que crianças tímidas fiquem mais caladas em ambientes que se sentem menos seguras e isso por si só não é nenhum problema. O mutismo seletivo vai além, a criança não consegue se comunicar mesmo após o período de adaptação aquele ambiente novo e isso causa um sofrimento enorme não só na criança mas em toda a família. Em casos extremos a criança só consegue falar com os pais, ficando muda até mesmo na presença dos avós.



Além da recusa em falar em certas situações sociais, as crianças com mutismo seletivo apresentam:

  • Dificuldade em manter contato visual;

  • Não costumam sorrir em público ou permanecem com expressões vazias;

  • Movimentam-se de forma rígida;

  • Não são capazes de lidar com situações nas quais deveriam falar normalmente, como saudações, despedida ou agradecimentos;

  • Tendem a ter uma preocupação mais exagerada com as coisas quando em comparação com o população em geral;

  • Costumam ser mais sensíveis ao ruído e a locais lotados;

  • Apresentam dificuldade em falar sobre si ou expressar sentimentos.
Contudo, também apresentam alguns pontos positivos, como a maior sensibilidade aos pensamentos e emoções alheias e inteligência e percepção superior aos demais.

Para ser diagnosticado como mutismo seletivo, o quadro tem que persistir por pelo menos um mês, sem contar o primeiro mês de escolarização, uma vez que nessa época as crianças costumam ficar mais tímidas e evitam interagir com o professor.

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É comum que elas tenham história de ansiedade na família, ou outros sintomas de ansiedade como dificuldade de se separar dos pais e choros excessivos. E, contrariando a crença popular, é muito raro que ele seja causado por algum tipo se abuso ou trauma.
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Muitos deles evitam olhar nos olhos, gesticulam pouco e tem pouca expressão facial, o que pode confundir com um quadro de autismo. Mas a grande diferença é que no mutismo seletivo esses sintomas desaparecem quando eles estão com pessoas que se sentem confortáveis.
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Muitas famílias, por desconhecimento do quadro, tentam forçar as crianças a falarem ou começam a puni-las por elas não falarem. É comum também que elas ouçam frequentemente piadas como “o gato comeu sua língua” ou sejam rotulados como “bicho do mato” e isso só piora o quadro.
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O tratamento é multiprofissional, com um neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo... Em alguns casos apenas a terapia consegue ajudar, em outros é necessário o uso de medicamentos para controlar os sintomas de ansiedade. Mas o mais importante é que ele seja iniciado de forma precoce, para permitir que a criança tenha uma infância tranquila e feliz. 


Fontes:



Redação Rejane Regio

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