Mulher oferece café e o próprio banheiro para pessoas em fila de emprego.

- 6:54 AM


Quando a comerciante Totolinha Costa, 42 anos, recebeu a notícia de que na rua da sua casa, no Rio de Janeiro, tinha se formado uma fila de emprego gigantesca, ela não pensou duas vezes em abrir sua casa para pessoas que estavam horas sem comida e banheiro.

“Eu sempre acordo cedo e vejo nos jornais essas filas de emprego. Penso comigo, como vão ao banheiro? E também muitos estão em jejum… fico com o coração partido”, relatou ao Razões.


O seu gesto fez a diferença no dia de dezenas de pessoas que estavam ali, desde manhã, na Rua Neri, debaixo de Sol, torcendo por uma vaga de emprego. No final da manhã, ela tinha recebido em sua casa cerca de 500 pessoas!

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“Eu e muitas pessoas que estavam nessa fila queremos agradecer essa moça que abriu a sua casa e nos ofereceu café, água e até biscoitinhos de graça depois de ficarmos horas na fila”, publicou uma pessoa em suas redes sociais.


Foto: Reprodução/Facebook Barbara Tereza de Oliveira

“Muitas pessoas não acreditavam que isso estava acontecendo, perguntavam se era pegadinha”
A comerciante explicou que levantou um pouco mais tarde na última terça-feira (21) e que o marido, que saiu antes dela para trabalhar, voltou correndo para contar sobre o tamanho da fila.

“Temos uma loja de tatuagem e ele voltou dizendo que a fila na rua estava enorme e que era para eu ver. Já no caminho eu disse que faria um café, pois muitos estariam de jejum. Ele só respondeu que eu não fizesse essa loucura, porque não teria café para todos”, contou.


Mas Totolinha não aguentou, ouviu o seu coração. Ligou na sua loja e avisou uma funcionária que chegaria um pouco mais tarde. Quando voltou para casa, fez três garrafas de café e foi para a fila servir as pessoas.


“Falei para a minha irmã que tive a ideia de oferecer também banheiro e água. Inclusive, quando fui fazer o café, não tinha açúcar, bati na janela do meu irmão e pedi”, lembrou.




Foto: Reprodução/Facebook Filipe Silva


“Enquanto oferecia o café, ouvia as histórias comoventes, já pensava que podia ser meu pai, meu filho nessa situação.”

A Totolinha relatou que algumas pessoas começaram a entrar na casa, mesmo que tímidas, quando viu, já tinham dezenas delas.

“Corri para pedir ajuda a minha cunhada e liguei para meu marido: ‘Pelo amor de Deus, traz biscoitos e acabou a água. Ele só respondeu, ‘sabia que você faria isso’ (risos)”, relatou a moradora.


Foto: Reprodução/Facebook Filipe Silva


Depois foi a vez de pedir ajuda para a mãe. “Eu disse, ‘mãe, escuta, traz café e papel higiênico, corre aqui’”, disse.

Pronto, já estava formado o “clã” para receber aquelas pessoas que tanto precisam de uma ajuda. Ela e a família ficaram até as 12h servindo o pessoal e repondo os itens.

“Fui criada assim. Minha mãe sempre ajudou a todos, sem exceção, para mim é anormal as pessoas não olharem para o próximo.”

Que demais, Totolinha! Tenha certeza que essas pessoas nunca esquecerão desse dia! ❤

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Via:Razões Para Acreditar


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