Mulher de Mandetta quer ir a linha de frente em combate ao coronávirus.

- 4:07 PM








Com histórico de trabalho em unidades da rede pública, a médica Terezinha Alves Mandetta é conselheira do marido, o atual ministro da Saúde, em questões relacionadas à Covid-19
Paula Ferreira




     Terezinha Mandetta, mulher do ministro da Saúde: inscrita em capacitação contra coronavírus Foto: Reprodução Youtube


Na última quinta-feira (2), a ação "O Brasil Conta Comigo - Profissionais da Saúde", lançada pelo Ministério da Saúde no mesmo dia, recebeu uma inscrição de peso: Terezinha Alves Mandetta. Médica, a mulher do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez imediatamente seu cadastro no portal do órgão para receber a capacitação destinada aos profissionais de saúde para atuar no enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus. Além do alistamento, com ampla experiência no Sistema Único de Saúde (SUS), a clínica geral é uma colaboradora importante no dia a dia do ministro.

"Já me coloquei à disposição para fazer atendimento da linha de frente do enfrentamento à doença", contou Terezinha à ÉPOCA na noite de quinta, aceitando responder algumas perguntas após esclarecer que não costuma dar entrevistas, porque "quem tem um cargo à frente do Ministério da Saúde é o Henrique".

Discreta e "defensora do SUS", como é referenciada pelos colegas e por si própria, Terezinha Mandetta foi cedida no ano passado pelo governo do Mato Grosso do Sul ao Distrito Federal para trabalhar como uma assessora técnica na secretaria estadual de saúde. Desde então, com ampla experiência com pacientes diabéticos, a médica passou a fazer parte da equipe de triagem para a cirurgia metabólica, destinada a portadores de diabete tipo 2, do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Esses pacientes compõem o grupo de risco para o novo coronavírus e o HRAN - o centro de referência do DF para o tratamento da Covid-19.


A disseminação da doença, que já tem o quarto maior número de casos no Distrito Federal (370 ocorrências até a última sexta-feira), alterou a rotina de acompanhamento dos pacientes com diabetes tipo 2 do HRAN. Todas as cirurgias metabólicas previstas foram canceladas e o cotidiano profissional de Terezinha mudou. À distância, a médica e os colegas orientam os pacientes sobre como se prevenir da Covid-19 e controlam seus índices de diabetes. A orientação é para que não compareçam ao ambulatório do HRAN enquanto a crise durar. Enquanto isso, a equipe multidisciplinar busca um local para retirar o ambulatório de atendimento aos diabéticos do Hospital. Essa experiência da médica no cotidiano do SUS, em hospitais públicos e filantrópicos, se converteu em ajuda valiosa ao ministro da saúde.

"Sempre estive na linha de frente, na atuação na ponta. Já trabalhei em posto de saúde, fui diretora de hospital e sempre passei para ele o que sente o médico que está na ponta, no serviço diário, o que sente o diretor clínico e o técnico de enfermagem. A gente sempre conversa, estou estudando bastante sobre o novo coronavírus, falando para ele sobre os artigos científicos que leio sobre o vírus. Ainda que o Ministério da Saúde tenha uma equipe maravilhosa, que faz essa orientação com maestria, sempre que posso falo algumas coisas para o Henrique", conta Terezinha. "Ele é bastante técnico e segue as regras da Organização Mundial de Saúde (OMS), tudo (que ele decide) tem que passar antes pela equipe técnica do ministério."

Via:Época Globo
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