Menino de 11 chora após ser impedido de vender água na rua e recebe ajuda.

- 8:16 PM


Um menino brasileiro de 11 anos comoveu as redes sociais no vídeo no qual aparece se acabando de chorar, após ter sido impedido de continuar vendendo água na rua.


Gabriel é de Mossoró, no Rio Grande do Norte e apesar de tão jovem, é o “homem da família”. Órfão de pai, era ele quem levava dinheiro pra casa para alimentar a mãe e os 5 irmãos, que já ficaram sem ter o que comer dentro de casa.


Mas, depois de uma denúncia, esta semana o Conselho Tutelar da cidade proibiu o garoto de ser vendedor ambulante e, no desespero, o menino se acabou em lágrimas no Instagram.



“A pessoa que fez a denúncia, sem querer te ajudou porque agora nunca mais sua família ficará sem ter um prato de comida. Eu te prometo”, disse o empresário Fritz Paixão durante uma live nesta sexta, 25 com Gabriel, no Instagram. (vídeo abaixo)



A família mora de favor em cômodos construídos na casa da avó, que também passa por necessidades. O espaço onde eles vivem não tem reboco, o fogão está quebrado e a geladeira “tá bem velha”, contou Gabriel ao mostrar como vive.


Jovem empreendedor


Os comerciantes da cidade adoram o garoto. Gabriel já ganhou deles uma bicicleta, um telefone celular e ajuda financeira para poder estudar. O menino está no quarto ano do Ensino Fundamental.


Mas quando perguntado sobre o sonho dele, Gabriel é claro e objetivo: “eu quero é vender”. Pra que? “Pra comprar uma casa para a minha mãe”.


A mãe explicou durante na live que Gabriel sonha em ter um pequeno negócio, um comércio.


E apesar da pouca idade, o garoto entende de vendas, tem garra e é honesto.


“Ele sabe conquistar o cliente com simpatia”, contou em entrevista ao SóNotíciaBoa o comerciante Érico Wendell, que ajuda o garoto há meses.


Foi Érico quem abriu a conta de Gabriel no Instagram – que já está com mais de 45 mil seguidores – e também criou uma Vakinha (clique para ajudar) pra comprar uma casa para a família.


“O Gabriel tem jeito de empreendedor. Ele enche o isopor e vende tudo em 20 minutos”, contou o comerciante, que se tornou amigo da família.


A virada


O empresário Fritz Paixão se emocionou com o vídeo do Gabriel chorando e, como em outras situações, está mobilizando a rede de amigos que tem pra começar uma nova corrente do bem.


Em breve, Gabriel, a mãe e os irmãos vão se mudar para uma boa casa, num bairro melhor, para que o menino possa morar perto da escola e trabalhar na frente da garagem da residência, ao lado da mãe, sem ficar como ambulante na rua.


O empresário não revelou à família na live desta sexta, mas vai pagar o aluguel da casa nova.


“Um novo lar, adaptado à sua nova realidade, onde possa exercer seu sonho em continuar vendendo, só que agora, sob a supervisão da sua mãe. E não esquecendo de priorizar sempre a educação do garotinho”, escreveu Fritz no Instagram.


Ele também não falou sobre móveis e eletrodomésticos novos, que doou em outras situações nas quais convocou os amigos corrente do bem.


São expectativas que ficam para os próximos capítulos dessa história de empatia e solidariedade, que deve se desenrolar a partir da semana que vem.





Assista à live de Fritz com o Gabriel, que teve participação do SNB:

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Prepare o lencinho que a história desse pequeno grande Homem é digna de um filme de persistência, coragem e propósito. 🤧 O Gabriel não foi vítima da sociedade e preferiu construir sua própria realidade. Ao invés de pedir, resolveu ir em busca, ao invés de ficar parado, preferiu ir a luta. E neste sentido já assumi um compromisso com ele: Um novo lar adaptado a sua nova realidade, onde possa exercer seu sonho em continuar vendendo, só que agora, sob a supervisão da sua mãe, e não esquecendo, de priorizar sempre a educação do garotinho. Além disto, NUNCA MAIS, sua família ficará sem um prato de comida. Precisamos mudar a realidade do nosso país, e é cuidando das nossas crianças que garantiremos o futuro melhor para toda nossa nação. 🇧🇷

Uma publicação compartilhada por Fritz Paixão | Entrepreneur (@fritzpaixao) em


Gabriel e o isopor de vendas - Foto: arquivo pessoal

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa


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