Fingir que está tudo bem, uma regra social destrutiva!

- 9:54 AM


 

Fingir que está tudo bem, uma regra social destrutiva!


Por que dizemos “Estou bem” quando não estamos?


“Estou bem”.


Dizemos isso continuamente. É uma frase curta. Agradável.


Firmeza. Isso nos permite passar para o próximo ponto da conversa sem nos demorar muito em nós mesmos. Sem mexer nas feridas. Sem dar a nota.



O problema é que muitas vezes não é verdade.


O PROBLEMA É FINGIR QUE ESTÁ TUDO BEM, QUANDO ESTÁ TUDO ERRADO.



Fingir que está tudo bem, uma regra social implícita


Quando dizemos que estamos bem ou que tudo está bem, mas não está, negamos nossas emoções e experiências.


Às vezes dizemos isso sem pensar muito, porque se tornou uma regra social implícita, uma regra que nos força a fingir uma atitude positiva.



Dizemos que estamos bem porque é uma regra social que aprendemos desde a infância, porque assumimos que quando o outro nos pergunta como estamos na realidade é uma questão de cortesia, para que utilizemos o “script automático” que rege muitas das nossas relações sociais.


Em outros casos, fingimos que está tudo bem para evitar conflitos.


Às vezes, expressar nossos verdadeiros sentimentos ou opiniões – especialmente se não o fizermos de forma assertiva – pode deixar alguém zangado conosco ou até mesmo levar a uma discussão.


No fundo, todos nós queremos que nossas interações sociais sejam o mais fluidas possível, não queremos nos tornar aquela “pessoa difícil” ou sobrecarregar os outros com nossas preocupações e problemas, então preferimos esconder que não estamos bem e manter conversa em canais convencionais.



Outras vezes fingimos estar bem simplesmente porque nos sentimos desconfortáveis ​​em reconhecer que estamos errados, porque não estamos acostumados a expressar livremente nossos estados internos.


Se todos admitem que estão bem, nos sentimos como a ovelha negra se reconhecemos que estamos errados.


FINGIR QUE NÃO TEMOS PROBLEMAS OU CONFLITOS É UMA FACHADA.


É uma imagem que queremos projetar para o resto do mundo porque queremos que pensem que tudo está a correr bem para nós.


QUEREMOS EVITAR CONSTRANGIMENTO OU JULGAMENTO.


Também pode ser um escudo para evitarmos mostrar nossa vulnerabilidade ao mundo.



Pessoas que cresceram em um ambiente onde foram ensinados que suas emoções e problemas são íntimos e não deveriam ser compartilhados têm maior probabilidade de reprimi-los.


Também é comum em pessoas que cresceram em famílias onde a raiva ou a tristeza não existiam.


A necessidade de nos convencermos de que está tudo bem


Às vezes, essa relutância em reconhecer que não estamos bem, mesmo com as pessoas mais próximas de nós, pode vir do desejo de nos convencer de que tudo realmente está bem.


Às vezes negamos nossos sentimentos e problemas porque são opressores, não sabemos como lidar com eles e tentamos ignorá-los, na esperança secreta de que desapareçam como num passe de mágica.


Se reconhecermos nossos problemas aos outros, nos forçamos a enfrentá-los e reconhecemos que não somos felizes, que nossas vidas não são tão perfeitas quanto gostaríamos ou que precisamos de ajuda.







Nesse contexto, a negação é compreensível. Embora não seja a solução de longo prazo, porque geralmente quanto mais ignoramos os problemas, mais eles crescerão.


Na verdade, um estudo realizado na Universidade do Arizona revelou que as pessoas que fingem estar bem com seus colegas de trabalho acabam se sentindo emocionalmente esgotadas e menos autênticas em seus relacionamentos.

Via:SAG

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